Nos acostumamos tanto com a presença das pessoas, quase absorvemos a elas, tantas vezes deixamos, inconscientemente, que nosso mundo girasse em suas funções e como tudo o que começa tem que terminar, chegar ao fim. É um ciclo. O tempo se arrasta, nessa longa espera da dor de gostar demais passar. Algumas horas do dia são reservadas exclusivamente à pessoa, que não, não vai te telefonar como o de costume, não vai te abraçar como antes, nem conversar aquelas longas conversas, que foram substituídas por um “oi, tudo bem?”. Parece que esperamos que as coisas regressem a como estavam, mesmo sabendo que não estavam bem. Em meio à todo movimento dos que desciam, subiam, chegavam, você era que mais partia. Seu cheiro inundava minha mente de memórias e como um sopro, você passou e consigo levou tudo. Restaram apenas desconhecidos e degraus. E hoje, não quer nem mesmo o mínimo que sobrou de nós…
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